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2 de mar. de 2010

Hachi, a lenda



Adoro filmes sobre cachorros, e as vezes até sobre outros animais. Quando era menor, assisti a todos os Beethovens (que são mais de cinco, se não me engano) e nutri uma paixão inocente pela filha mais velha dos donos do São Bernardo, que era muito linda e meiga. Incrivelmente ela sumiu da mídia, após fazer uma participação na série 'Barrados no Baile' no começo dos anos noventa. Depois da onda Beethoven, veio o saudoso Marley, que não ficava para trás no quesito paixão já-não-tão-inocente, já que sua mamãe era ninguém menos que a sensacional Jennifer Aniston.

Mas voltando ao assunto principal agora, os cachorros. Esses filmes são paradoxais. Totalmente. Começam na maior alegria, com todos felizes pelo novo membro da família, mostram as palhaçadas dos peludos (não 100% engraçadas, no caso de Marley) e os 'problemas' que levam aos seus 'desafetos'. Assisti a um outro filme do gênero, há poucos dias. 'Hachiko', que não perde em nada para os outros no quesito tristeza (e também no 'alegria').

O filme conta a história de um Akita que foi enviado do Japão ainda filhote para os Estados Unidos, e por acidente, acaba encontrando Richard Gere, que após convencer sua esposa sobre Hachi, o adota. A incrível lealdade dessa raça é o principal ponto do filme. O animal acompanha Gere todo dia à estação de trem perto de sua casa, e depois, exatamente no horário da volta de seu dono, o espera sentado na pracinha em frente à estação, faça chuva, neve ou sol. Até que o personagem de Gere morre, e não volta mais para casa. Até aí tudo bem, mas Hachi ainda o espera todos os dias na estação, para a surpresa e admiração de todos que conheciam o animal e seu dono. Pelo menos foi isso que eu entendi, pois a versão que baixei era dublada em italiano e tinha legendas extremamente preguiçosas.

A diferença nesse filme é que a morte do animal, se comparada com a de Marley, é mais 'leve'. Apesar de Marley também ter morrido com uma idade avançada, acompanhamos mais de perto o sofrimento físico dele. Já Hachi sofre mais psicologicamente. E também em 'Marley' vemos mais o sofrimento humano, e do alto de nosso egoismo, nos identificamos mais com ele.

Hachiko é um bom divertimento. Parece um 'brokeback mountain' sem a viadagem e levado ao mundo canino. Tente baixar uma versão com boas legendas, e se possível, não em italiano.

10 de fev. de 2010

dirty harry



Ontem assisti ao filme 'Magnum Force', com o Clint Eastwood. Um filme regular, sucessor do lendário 'Dirty Harry', que tem momentos legais, principalmente para quem curte o Clint, mas também sofre dos mesmos problemas que várias sequências sofreram, como a falta de um roteiro e história mais convincentes. Apesar dos pesares, é um bom passatempo.

Mudando um pouco (mas não totalmente) de assunto, sempre me surpreendo ao ver as pessoas envelhecendo. Dias atrás assisti a 'Gran Torino', filme sensacional de Clint Eastwood. Ver o cara atuando e dirigindo com quase 80 anos nas costas foi demais. O diretor/ator aparenta ter bem menos primaveras em seu currículo, e menos ainda se compararmos com sua figura em 'Menina de Ouro', de 2004. Além disso, a forma física do Clint é ótima, como vimos em 'Menina de Ouro', especialmente.

É muito estranho ver uma pessoa com 80 anos e depois (ou antes) vê-la com a metade dessa idade. O interprete de 'Dirty Harry', no entanto, pouco envelheceu de 1970 até 2004. De 2004 a 2008 envelheceu um pouco mais, mas mesmo assim bota a maioria dos caras no chão, inclusive este que vos fala. Clint ídolo.

10 de jan. de 2010

A Filipa é muito linda!



Queria muito saber criticar um filme. Falar de sua montagem, da edição, da fotografia. Mas não sei. Sempre que vejo um filme, quero muito falar dele, do que eu gostei e do que não gostei, mas é difícil. Dois dias atrás assisti ao filme brasileiro "À deriva", e curti demais. Mesmo não sabendo se a edição ou o roteiro de filme eram dignos de Oscar.

Já havia assistido a "O cheiro do ralo", outro filme do diretor Heitor Dhalia, e a mudança de estilo para "À deriva" foi grande. O primeiro era meio que uma drama psicológico. Falava da obsessão do protagonista em comprar coisas e vendê-las com lucro, além de sua paixão pela bunda de uma atendente de lanchonete. Outro tema era sua incapacidade de se relacionar de uma forma normal com as "coisas" que não podia comprar. Já o último era focado nas mudanças na vida de Filipa, uma linda garota de 14 anos, que passa por uma crise familiar (seus pais estão a beira do divórcio), além das mudanças comuns na vida de uma adolescente. O filme também se expressa de uma maneira mais introspectiva, psicológica, com os diálogos meio que em segundo plano.

Além da beleza de Filipa (Laura Neiva), o filme conta com as belas atuações do francês Vincent Cassel e de Debora Bloch, que fazem os pais da protagonista. O francês é um grande ator e sua presença chama mais atenção para o filme. A bela fotografia também é um dos pontos fortes do filme, como o figurino, elaborado por um famoso estilista brasileiro. O cinema nacional é muito bom.



11 de dez. de 2009

cidade líder < cidade de deus




Tinha muita curiosidade de ver o filme "Linha de Passe", de Walter Salles e Daniela Thomas. Já tinha lido vários artigos bons sobre a película e também sabia que o filme foi aclamado no exterior, juntamente com a protagonista Sandra Corvelone. A proximidade de temas em relação ao brilhante "Cidade de Deus" foi mais um fator que me atraiu.

O filme é muito bom. Todos os atores foram bem. A trama também é bem elaborada, mostrando com detalhes a vida de Cleuza, empregada doméstica grávida, e seus quatro filhos, num bairro pobre da zona leste paulistana: Dinho, um ex-presidiário que se tornou um fervoroso evangélico e trabalha como frentista; Denis, um motoboy, que agora tem um filho para sustentar; Dario, um aspirante a jogador de futebol, que vê de perto o contraste da injustiça social; e Reginaldo, o mais jovem deles, que faz uma verdadeira peregrinação pelos onibus da cidade em busca do desconhecido pai.

É uma crítica também à sociedade, mostrando até onde o dinheiro faz as pessoas chegarem, seja o técnico de Dario pedindo grana para escalá-lo, ou as responsabilidades de Denis, que o "fazem" apelar para outros meios de renda.

Na minha opinião, "Linha de passe" é um "Cidade de Deus" sem o charme da produção carioca. É quase que um paralelo entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto em "Cidade..." a estética é mais levada a sério, em "Linha de Passe" o "futebol é mais competitivo, objetivo, sem muito brilho". Ambos os filmes obtiveram sucesso em suas propostas.




9 de nov. de 2009

Goodfellas Hermano



Plata Quemada é um filme sensacional. Além de muito bem feito, tem ótimos atores e aquele charme porteño que sempre agrega muito à uma diversidade enorme de coisas. Confesso que o cinema sulamericano, especialmente o argentino e o brasileiro, me atrae bastante, e isso fez com que eu não pensasse duas vezes antes de baixar a pelicula.

Como havia assistido à obra prima de Martin Scorsese "Goodfellas" semanas antes, não tive como não traçar um paralelo com a produção argentina. Plata Quemada me soou como um Goodfellas semi-homoerótico do hemisfério sul dos anos sessenta. Claro que com as devidas proporções, ainda que a máfia italiana retratada nos filmes tenha muito amadorismo e erros simples, muito apimentados pela falta de controle emocional e pela falta de discrição dos italianos.

O engraçado também é como sempre tem um verme, que faz a alegria dos criminosos, e meio que "escreve o roteiro" do filme. As pessoas se vendem com uma facilidade enorme (não as recrimino), muito mais do que eu imaginava. Embora discriminado por algumas pessoas quando utilizava exemplos cinematográficos para explicar ou analisar fatos cotidianos, cada vez mais afirmo que esse é um ótimo meio de explicar coisas que acontecem na vida.

Esse foi, até o presente momento, o melhor filme argentino a que eu já assisti, e um dos melhores da américa do sul também.

20 de out. de 2009

No Regrets...



Essas últimas semana foram uma mistura de filmes de todos os estilos (quase todos) com vídeos do YouTube. É a combinação ideal para mim, caso eu não tivesse que comparecer com grana em casa todo mês. Como minhas apostas na mega sena e em outros negócios ainda não se concretizaram em plata na minha conta, a vida tem tudo para ser relacionada com trabalho por um tempo maior do que o considerado aceitável por mim.

Hoje, por exemplo, rompi barreiras até então consideradas intransponíveis assistindo a um filme sul-coreano gay. Barreiras intransponíveis porque filmes asiáticos não costumam me apetecer muito. O filme se chama "No Regret" e conta a história de um orfão sul-coreano gay que tenta ganhar a vida em Seul. Após ser demitido da fábrica em que trabalhava, ele tenta a sorte como acompanhante gay e várias coisas acontecem com o cara. É até clichê falar sobre isso, mas o que sofrem os homossexuais em países mais tradicionais é brincadeira, como diz o glorioso comentarista esportivo Neto. Apesar de não curtir muito o cinema asiático, esse filme é bom, mas tem algumas coisas que são comuns às produções daquela área, como a falta de uma sequência maior de diálogos, a falta das "junções" nas cenas (parece que tudo tá meio largado, sem "emendas") e o abuso de cenas gravadas "no escuro", com pouca luz.

Esse post é embalado por um vídeo do YouTube, daqueles que são mais mp3 do que vídeo, pelo menos agora. E isso vem sendo frequente ultimamente. Esses dias eu e um grande amigo passamos um tempo considerável trocando links sobre o famoso keyboard cat, um desses "fenômenos" da internet. O gatinho aparece tocando teclado sempre que alguém sofre um "fail". Até em cenas do filme Forrest Gump os caras conseguiram encaixar o gato. Haja criatividade, diria um famoso narrador esportivo. Não me alongarei sobre o gato porque ele terá seu próprio post em breve. Mas fiquem com um preview: